23/06/2013



Acordei hoje e meu nariz sangrava
Não sentia dor nem incômodo
De todo aquele mar rubro que me esvaia
Fui lentamente até o banheiro
E quando me vejo no espelho
A carne me traia
Me mostrando um rosto torto
Em meio a meu próprio fluído
Me lembrando de quanto sou orgânico
E de quanto eu tenho morrido


Por um simples pagar de dívida


Para o acordar que me levantei


Talvez eu deva me engajar
Em coisa que eu não sei
Pra descobrir que vale a pena
Sangrar por função alguma
De ser meramente ser

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