
Acordei hoje e meu nariz sangrava
Não sentia dor nem incômodo
De todo aquele mar rubro que me esvaia
Fui lentamente até o banheiro
E quando me vejo no espelho
A carne me traia
Me mostrando um rosto torto
Em meio a meu próprio fluído
Me lembrando de quanto sou orgânico
E de quanto eu tenho morrido
Por um simples pagar de dívida
Para o acordar que me levantei
Talvez eu deva me engajar
Em coisa que eu não sei
Pra descobrir que vale a pena
Sangrar por função alguma
De ser meramente ser
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